top of page

OS DEFEITOS ESTADUNIDENSES FRENTE À CONJUNTURA MUNDIAL

  • 21 de jun. de 2018
  • 2 min de leitura



O local é um grande galpão na região de fronteira com o México, no Sul do Texas, Estados Unidos da América. Centenas de crianças encarceradas em gaiolas choram como uma orquestra desordenada; desesperadas pelo rosto familiar de que foram separadas devido à política de “tolerância zero“ imposta pela administração Trump. Este é somente um dos exemplos que detalham a violação de direitos realizado pelo país desde o novo governo, que se apresenta desconexo não somente do cenário internacional, mas também de todas e quaisquer convenções de moral e ética.

O histórico de atuação estadunidense no mundo é um fato amplamente reconhecido, e que gerou alterações drásticas no modo de organização das sociedades passivas deste acontecimento. Desde a sua atuação diplomática em conflitos no Oriente Médio (permeada de interesses que certamente não tangem o desenvolvimento do Estado Democrático de Direito) à intervenções de caráter totalitário e/ou econômico na América Latina, a relação do país com nações em desenvolvimento sempre foi baseada na obtenção de vantagens, e com o México não é diferente: a constante exploração dos recursos mexicanos acarreta o contexto de crise social que se opera no momento, e políticas que violam tratados internacionais não são a maneira de solucionar a problemática. Em última análise, tem-se que o causador da situação é a própria nação norte-americana. Além disso, a recente saída do EUA do Conselho de Direitos Humanos enfraquece um órgão já carente de credibilidade devido às acusações de 2011, e projeta uma visão autoritária sobre o Estado. O caráter simbólico do Conselho (visto que sua atuação prática, infelizmente, é quase nula) aliado a esta retirada emite uma mensagem bastante clara: os preceitos de garantia aos direitos, desenvolvimento sustentável e paz mundial expressos pelas Nações Unidas não estão sendo respeitados, nem sequer teoricamente. Resumidamente, o liberalismo atua dentro dos parâmetros estabelecidos como ‘’normais’’.

É válida a reflexão sobre possíveis propostas de resolução para a questão, que variam entre ações de cunho social por toda a América Latina à medidas econômicas, como a reestruturação do NAFTA. Não obstante, tais medidas não se encaixam no plano de governo isolacionista promovido pela administração atual, que aparenta não estar ciente da influência que possui nos diversos âmbitos das relações globais.

Vejamos então o que será da política externa estadunidense até o fim do atual mandato, bem como a previsível crescente presença russa e chinesa no nosso dia a dia.



Foto:http://www.thecut.com/amp/2018/06/immigrant-children-detention-center-separated-parents.html


 
 
 

Comentários


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
bottom of page